Activision Blizzard é acusada de destruir provas e coagir testemunhas

Por Nilton Cesar Monastier Kleina

25/08/2021 - 08:001 min de leitura

Activision Blizzard é acusada de destruir provas e coagir testemunhas

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Departamento de Justiça do Trabalho e Moradia da Califórnia (DFEH, na sigla original em inglês) atualizou o processo aberto contra a desenvolvedora Activision Blizzard. A denúncia original, registrada em julho de 2021, ganhou novas cláusulas e também um complemento sugerindo novas práticas irregulares por parte da empresa.

Segundo o site Axios, da DFEH agora incluiu depoimentos e o apoio de funcionários temporários da companhia como parte das denunciantes. As acusações originais citam um ambiente de trabalho tóxico, machista e com diferentes episódios de assédio moral e sexual.

Limpando a barra

Além disso, a Activision Blizzard foi acusada de não colaborar e tentar dificultar as investigações, além de tentar esconder informações que seriam essenciais em um eventual julgamento.

Equipes ligadas ao setor de Recursos Humanos teriam trabalhado para destruir papéis e apagar emails relacionados ao caso, especialmente 30 dias após demissões. Os arquivos incluiriam registros de reclamações de funcionárias que teriam sido ignorados ou não levados adiante.

Além disso, a DFEH acusa a marca de tentar bloquear o acesso ou intimidar a colaboração de funcionários a partir de advogados contratados para cuidar do caso. Segundo a denúncia, até acordos de não divulgação de detalhes teria sido assinados, o que impediria o contato direto do órgão com os profissionais.

O que diz a empresa

Em resposta às acusações, a Activision Blizzard negou a destruição de documentos pelo RH e a intimidação de funcionários por meio de advogados.

Segundo a empresa, ela tem cooperado com todos os requisitos legais, além de implementar reformas que melhore as condições do ambiente de trabalho e torne os escritórios um local seguro para todos.

As primeiras respostas da companhia sobre as acusações foram de negação, o que levou a comunidade e até funcionários a ampliarem os protestos. O presidente da Blizzard,  J. Allen Brack, já deixou o cargo.


Por Nilton Cesar Monastier Kleina

Especialista em Analista

Jornalista especializado em tecnologia, doutor em Comunicação (UFPR), pesquisador, roteirista e apresentador.


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